
Dois casais de franceses já uma boa idade, também por ali andam a passear nas suas fabulosas Hondas Gold Wing, novinhas em folha.



Felizmente nada de grave acontece nem a nós nem à mecânica das motos e a viagem prossegue com boa disposição. O imenso prazer e a excitação que esta aventura nos provoca mistura-se com os rios de suor que nos escorrem pelo corpo. Estão bem mais de 30º centígrados e as areias vão mudando de cor, amareladas aqui, avermelhadas mais além.

A minha GS está-se a portar à altura. Os fantásticos pneus Continental TKC 80 de tacos, agora com com a pressão reduzida ao mínimo para não se soltarem das jantes, fazem a diferença. Toda a diferença entre andar sempre a cair....ou nunca cair. A parte mais pesada da bagagem passou para o saco do depósito aliviando assim a traseira da moto e evitando que se esteja constantemente a enterrar.


A adrenalina ainda corre com força, e há agora que acalmar, despir os fatos para secar o suor e arrefecer um pouco, fumar uns cigarros, beber água, muita água, voltar a encher os pneus com o compressor portátil e partir para os 70 km que ainda faltam, mas agora em terra batida.



A fantástica pista de terra que se seguiu por mais 70 km, efectuada a uma boa velocidade, curvas com o pé no chão junto à roda da frente, e no meio de uma poeirada imensa, a que nós próprios fazíamos e a levantada por alguns camions e carros com que nos íamos cruzando, foi outro momento de puro gozo. Inesquecível.

Abastecidos, nós e as motos, é hora de continuar caminho. Para o interior direitos a Tiznit por outra fantástica estrada de terra batida para apanhar a N1 para sul, para Tan Tan.
Vamos passando no caminho por dezenas de Oueds, dos quais o mais importante é o Oued Draa.




Almoço terminado são horas de continuar caminho para tentar chegar ainda de dia e encontrar alojamento decente. Daqui para baixo, da grandiosidade das paisagens da aridez imensa, as imagens dizem mais que mil palavras.



E eis as portas de Tan Tan. Duas magnificas estátuas de pedra representando dois camelos e ladeando a estrada, marcam a entrada da cidade. Imponente.


Vinte e três quilómetros depois eis-nos chegados a Tan Tan Plage ou El Ouatia. Grande praia. É bom estar de novo à beira mar depois de tanto deserto, areia, terra e pedra.



Se as acomodações não eram de 5 estrelas, o jantar compensou largamente tudo o resto. Comida caseira confeccionada no momento, uma mesa bem posta, muita cerveja como se nota na cara do Rogério,
e no final uma cigarrada!!!!!!!!
Aqui tudo tem solução, basta que haja boa vontade. Como não queríamos deixar as motos na rua, logo se arranjou uma maneira de conseguirmos guardá-las no quintal do restaurante ao lado da esplanada. Parque privativo, que luxo.
Um por do sol magnifico fez as despedidas do dia nesta bela praia,

e finalmente rumámos aos quartos onde nos aguardava companhia que não tínhamos sequer pedido. Não gostámos do estilo, e teve azar....coitada.


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