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Subimos a serra de Agadir e aproveitámos para um último vislumbre a esta magnifica cidade. O dia tinha acordado cinzento.



Esta estrada serpenteia pela falda da serra, acompanhando sempre o mar e nunca se afastando muito da linha da costa. Vamos parando para descansar e apreciar a paisagem.

a pequena praia de Tigher Tretour
e a magnifica estância balnear de Plage Tikida
outros dedicam-se à escalada e ao alpinismo,




e os campos floridos de Zaouia Tilet,

paramos algures para beber um daqueles óptimos sumos de laranja naturais e regatear preços com um qualquer comerciante local. É uma arte esta história de regatear preços. Começam a pedir 200 e acabam por vender por 20. Até ficam zangados se não se regateiam os preços.































Tomamos o pequeno almoço e preparamos tudo para a última etapa em Marrocos. As máquinas dos meus companheiros precisam sempre de cuidados especiais e....................até já sobram algumas peças.











Este atraso fez-nos alterar os planos da viagem. Já não havia hipótese de chegar cedo a Tânger para visitar a cidade pelo que decidimos partir ainda neste dia para Tarifa e dormir lá.
A auto estrada não tem história e chegamos a Tânger perto do final do dia. As burocracias de partida são incomensurávelmente menores que as de chegada e ao pôr do sol estávamos no ferry a caminho de Tarifa, de Espanha, da Europa.
Despedimo-nos de Marrocos e África ao mesmo tempo que também o Sol se despedia. Ele voltaria na manhã seguinte, nós talvez um dia.





Os procedimentos fronteiriços e alfandegários aqui são morosos e minuciosos, formando-se uma longa fila para sair do porto. Quando chegou a nossa vez, entregamos os passaportes de pronto nos mandam passar.
Em Tarifa jantámos numa esplanada da praça junto ao porto e aí descobrimos um quarto ou melhor, uma camarata para os quatro passarmos a noite.

Mais uma vez não tomámos o caminho de Rosal de La Frontera e desta vez porque o nosso bom amigo Toze Costa, companheiro sempre presente em tantos passeios e viagens já realizados e que tinha acompanhado e relatado aos amigos de cá a progressão da nossa viagem, nos aguardava com uma surpresa.





Agradecimentos














Bom hotel relativamente ao que já nos íamos habituando. Para os padrões europeus seria uma Residencial mas pelo menos era impecavelmente limpo, não havia sinais de baratas, a água corria quente e com força e foi o primeiro verdadeiro banho dos últimos 3 dias. Jantámos muito bem no restaurante do hotel e dormimos igualmente bem...e muito.
Dia 6
Não nos levantamos cedo porque daqui para cima é puro turismo. Queremos visitar Agadir, Essauira e Safi antes de nos dirigirmos a Tânger para apanhar o barco de regresso.
Partimos pelas 10.00 pela N1 em direcção a Goulimine, onde voltaríamos á costa em Sidi Ifni. As portas da cidade, não tão imponentes como outras já vistas, são no entanto bastante bonitas e elaboradas.

Tinha lido algures, creio que numa revista especializada em todo o terreno, que em Sidi Ifni se comiam os melhores "mil folhas" do Mundo. Como guloso profissional que sou, não podia perder a ocasião e lá procurei a Patisserie Avenida.

Não vos digo quantos comi porque até tenho vergonha, mas comprovei que era verdade o que se dizia. Fabulosos. Se um dia passarem por aqui não percam a oportunidade de os provar acompanhados com sumos naturais feitos ao momento. Gula satisfeita deixamos Sidi Ini com um úçtimo olhar do alto das colinas

Disseram-me ser esta costa de uma beleza incomparável. E tinham razão. Praias enormes de beleza selvagem mar impetuoso que fustiga constantemente os rochedos vermelhos e nele esculpindo imagens de rara e grandiosa beleza. Enche os olhos e o espírito e não nos apetece partir de tão belos lugares. A norte de Sidi Ifni, a zona de Legzira deixa-nos boquiabertos.







É um pouco contra nossa vontade que partimos, mas partimos inebriados pela beleza e grandiosidade do que acabáramos de contemplar. Quem por se aqui um dia dia passar não perca a oportunidade de visitar este local fantástico.

Seguindo pela costa em direcção a Norte, magnificas paisagens continuam a desfilar perante os nossos olhos, e um casal de Ingleses com uma BMW K1200LT aproveitando as delicias de uma pequena praia, provam que não é fundamental uma moto de Trail para se percorrerem estes magníficos locais.



Voltamos para o interior e para o deserto, e é aqui que apanhamos o primeiro susto. O motor de Africa Twin do Ricardo de repente deixa de cantar ao subirmos uma serra.






A caminho do destino de hoje e pelas estradas do interior porque na vinda já tínhamos percorrido esta costa, chegamos a Agadir ao final do dia. Agadir é uma cidade nova, construída de raiz ao lado da antiga cidade completamente destruída por um tremor de terra, e é uma cidade moderna e cosmopolita onde a vida e o turismo fervilham.


O Hotel Ibis estava com lotação esgotada mas em aqui o que não falta é oferta hoteleira, e do outro lado da rua um pouco mais abaixo o Hotel Marjane resolveu o nosso problema. Em boa hora porque apresenta uma qualidade muito superior ao Ibis por um preço substancialmente inferior.


tomar um belo banho quente e tirar umas fotos da varanda do quarto enquanto se fazia horas para o jantar.

Passeando pela cidade ao por-do-sol tem-se oportunidade para captar algumas imagens de rara beleza





Jantámos na esplanada daquilo que em bom português se chama uma "cervejaria", uns belos bifes com batatas fritas acompanhados de umas canecas de cerveja bem geladinha. Passeámos pela marginal carregada de turistas europeus e regressámos ao hotel. Depois do telefonema para a família a excelente cama teve as honras devidas.
Fim da Quarta Parte